
Faculdades de Ciências Médicas - Campus I
FICHA TÉCNICA
ÁREA DO TERRENO
PROJETO
ARQUITETURA
MORETZSOHN
ÁREA CONSTRUÍDA
12.000 m²
TIPOLOGIA
Institucional
EQUIPE
Guilherme Mortezsohn, Libner Melo
ANO
2016
A sede da Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais é um edifício consolidado no tecido urbano de Belo Horizonte, cuja arquitetura vem sendo continuamente atualizada para responder às transformações do ensino e da prática médica. Desde 2016, o escritório Moretzsohn Arquitetura desenvolve uma série de reformas e adaptações no campus, atuando de forma estratégica sobre espaços existentes e reforçando sua vocação institucional por meio de intervenções precisas, contemporâneas e integradas.

As propostas partem da requalificação de áreas-chave — como a entrada principal, os halls de acesso, a biblioteca, o Laboratório de Habilidades e Simulação Realística (LabSim) e ambientes acadêmicos de apoio — com foco na clareza dos fluxos, na acessibilidade universal e no conforto ambiental. A organização espacial privilegia percursos legíveis, setores bem definidos e espaços de permanência qualificados, capazes de acolher diferentes escalas de uso, do cotidiano acadêmico aos eventos institucionais.


A materialidade assume papel central na construção da identidade dos ambientes. Tons de verde institucional dialogam com superfícies neutras, reforçando orientação e reconhecimento espacial, enquanto o uso recorrente da madeira traz aconchego e equilíbrio à atmosfera técnica do edifício. Vidros ampliam a permeabilidade visual e a relação entre espaços, metais e acabamentos de alta durabilidade garantem robustez, e a iluminação linear integrada aos forros contribui para uma ambiência contínua, funcional e precisa. No LabSim, essas escolhas se articulam a soluções técnicas específicas, criando ambientes preparados para simulação realística, controle visual, assepsia e incorporação de tecnologias avançadas.
O conjunto de intervenções revela uma arquitetura que respeita o edifício existente, mas o projeta para o presente e o futuro. Cada reforma atua como camada contemporânea, atualizando usos, sistemas e linguagem, e reafirmando o papel da arquitetura como instrumento de apoio ao aprendizado, à inovação e à experiência cotidiana de alunos, professores e usuários.




